To The Moon
Jogos

To The Moon | Review

Fevereiro 12, 2019

5 estrelas

5/5 estrelas

 

To The Moon é um dos meus jogos preferidos com gráficos pixelizados. É impossível ficar indiferente à história e é muito (mas mesmo mesmo) provável que se solte uma lágrima (ou umas quantas).

Não tenho problema nenhum em jogar jogos com este tipo de gráficos e até acho que os criadores fizeram um excelente trabalho com eles! No entanto, a resolução da janela de jogo já se torna um problema, pois não permite jogar em full screen em computadores com maior resolução. A qualidade fica péssima e o jogo torna-se mais lento. Uma das soluções que encontrei foi usar usar o truque do [Alt+Enter] para diminuir a janela e foi assim que consegui jogar, apesar de não ser o ideal.

To The Moon Lighthouse

A primeira vez que o joguei já foi há alguns anos, na conta da Steam do meu irmão e num pc com menor resolução, pelo que correu perfeitamente. Por isso mesmo, não consigo dar a este jogo menos de 5 estrelas só por causa deste problema agora!

O que me levou a jogá-lo outra vez foi o facto de ter comprado uma bundle com 3 jogos da Freebird Games, que inclui este mais A Bird Story e Finding Paradise, e alguns extras (uma BD, soundtracks e wallpapers). Agora está a 26,56€, mas eu comprei-o nos saldos de inverno por metade do preço. 😄🙌

A história

O jogo gira em torno de dois profissionais, Dr. Neil Watts e Dr.ª Eva Rosalene, da Sigmund Corp, uma empresa que promete realizar os sonhos dos moribundos. A relação entre eles pode ser atribulada, mas é também muito engraçada e Neil nunca deixa de mandar umas piadas, algumas delas bastante inteligentes. São realmente a “dream team”. Ba dum tss. Sim, as piadas são contagiosas.

Sigmund Corp

Desta vez, são enviados para a casa de John Wyles, um idoso em coma, para realizarem o seu desejo de ir até à Lua. Para realizarem a tarefa, terão de saltitar pelas suas memórias, criando ligações que lhes permitem viajar para a infância de John, onde pretendem implantar o desejo e fazer com que as suas memórias do futuro se alterem. Será, portanto, uma história de vida contada de trás para a frente, o que acaba por tornar as coisas ainda mais interessantes.

Boa música e bom sentido de humor

Como já referi, o humor é realmente uma constante, não apenas no que toca às bocas de Neil, mas também às notas ou apontamentos a que se pode aceder através de um menu. Aprecio bastante o humor dos criadores e adoro os jogos de palavras e as referências (a filmes e animes) que fazem, mesmo que, por vezes, pareçam um pouco tontos. Para juntar à diversão, é criada uma atmosfera que nos faz ficar agarrados até ao final com a maravilhosa banda sonora! As minhas músicas favoritas são as de piano, claro está!

To The Moon - For River Song

Montanhas-russas emocionais e lições de vida

Apesar disso, a história acaba por se tornar mais séria e mais triste, não deixando por isso de nos aquecer o coração. Para os mais sensíveis, o melhor será mesmo preparar um bom molhe de lenços com antecedência.

Para tal ajuda o facto de as personagens serem muito credíveis e de ser muito fácil criar empatia com elas. Só posso aplaudir todo o trabalho feito na sua construção, especialmente na de Neil e de Eva.

O que também é de louvar, são as ideias e mensagens que o jogo transporta e que nos fazem pensar. Ao contrário do que acontece no jogo, na vida real não existe nenhuma máquina que realize os sonhos por nós. A vida pode ser demasiado curta, por isso temos de ser nós a lutar por eles e fazer com que as coisas aconteçam!

Para além disso, também é importante aceitar a diferença e aprender a conhecer o outro antes de julgá-lo. Por mais estranho que o comportamento do outro nos pareça, a verdade é que todos têm algo para nos oferecer e muitas vezes são aqueles que menos esperamos que nos surpreendem pela positiva!

To The Moon - Stars

Mecânica e mini-episódios

O jogo em si consiste mais em seguir uma história do que outra coisa. Para além de ler, também se tem de procurar por objetos que ajudem a criar uma ponte de ligação entre memórias e, para isso, é possível movimentar a personagem e interagir com esses objetos, usando o teclado ou o rato. Também há alguns “mini-jogos” pelo meio que alteram um pouco a forma como se interage no ambiente, como andar a cavalo, jogar whac-a-mole e fugir de zombies.

Depois de um final emocionalmente desgastante, ainda existem dois mini-episódios para relaxar um bocado. O primeiro contém um mini-jogo, alguns easter eggs e pormenores engraçados, tal como o que está escrito na placa junto à casa de banho – que fica a combinar com os nomes associados a cada escritório. 😉

O segundo traz músicas natalícias e, ao que parece, algumas pistas, tanto para a a história de vida das personagens como para a continuação da história principal, pelo que vos aconselho a prestar redobrada atenção aos detalhes.

Beast Mode

Concluindo

To The Moon oferece-nos uma história misteriosa e que nos deixa intrigados, mas, no final, tudo acaba por fazer sentido. Com a participação especial de faróis, coelhos de papel e um ornitorrinco, este drama romântico toca-nos de uma maneira especial.

É impressionante o que um jogo que leva 5 horas, no máximo, a passar nos pode fazer! Recomendo-o totalmente para amantes do género e até para quem ache que não gosta muito. Não se vão arrepender!


Para lerem a minha última opinião sobre um jogo, basta clicarem aqui.

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