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TIMEframe | Review

Novembro 14, 2017

Acabei há pouco tempo de jogar TIMEframe, da Random Seed Games, e é exatamente para dar a minha opinião sobre ele que aqui estou. Não me vou alongar muito, até porque, realmente, não há muito que dizer.

Trata-se de um jogo super simples, uma espécie de simulador em que temos de encontrar artefactos de uma civilização à beira da destruição, de modo a garantir que a sua história persiste, antes da queda de um meteorito. Temos cerca de 10 minutos antes desse evento, começando outra vez do início sempre que, supostamente, morremos. Não se vê ninguém e não temos de fazer nada de complexo para obter os artefactos. Simplesmente temos de os encontrar (sendo que estão organizados exatamente da mesma maneira em redor da torre principal, parecendo formar o símbolo do infinito), clicar neles e siga o próximo.

Acho que é um bom jogo para relaxar, apreciando as paisagens e a excelente música (a melhor das suas qualidades, a meu ver). É um walking simulator com uma atmosfera e uma história minimalistas, em que se explora os últimos 10 segundos de um mundo em slow motion. É um conceito muito interessante, mas podia ter sido muito mais desenvolvido. Basicamente é andar a passear sem grande desafio. O facto de ter de se recomeçar (apesar dos artefactos que já foram descobertos se manterem) fez com que começasse a ler as coisas com mais pressa, só para não ter de voltar a percorrer tanta distância pelo mesmo caminho, por isso acho que resultaria melhor se não se tivesse de recomeçar tantas vezes. Mas é também isso que dá uma sensação de desespero e inevitabilidade, relacionando-se também com o infinito e a relatividade do tempo. O final dá-nos um pouco de esperança com a possibilidade dessa civilização se tornar eterna.

Resumindo, não é nada de especial, mas talvez seja mesmo esse o objetivo e o que lhe dá, de certa forma, alguma peculiaridade. É simples e passa-se facilmente numa hora, mas dá que pensar. Não senti que estivesse a perder tempo com ele, mas não é um tipo de jogo que aprecie muito e certamente não o compraria por 8€ – adquiri-o numa bundle. Talvez em promoção valesse a pena, principalmente pelo soundtrack e até mesmo a arte e o design, mas não é algo que aconselhe para quem não aprecia o género.

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